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Papéis do livro

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Depois de muito tempo sem publicar nada, deixa eu retomar isso, no momento com o foco em livros.
Uma das minhas “esquisitiçes” é, quando em uma livraria, ficar abrindo livros na última página, ler, quando há o que ler, e colocar de volta na prateleira ou bancada. Por vezes são dezenas de livros e os seguranças ficam me seguindo, achando que aquele estranho ritual possa envolver furto. Na verdade estou procurando e lendo colofões (ou colofon). Não ligou o nome a pessoa? É aquele textinho no pé da última página antes da última capa informando coisas que podem parecer inúteis. Para a maioria dos leitores até são. Ali, quando há, usualmente informa sobre as fontes tipográficas utilizadas, seu corpo e entrelinhamento. Diz também sobre o papel usado, embora muitas editoras não o façam, sei lá, por terem pago o papel e não quererem fazer propaganda gratuita do fabricante.
O mais usado, pelo que eu percebi, ainda é o “tradicional” Pólen Soft, da Cia Suzano de Papel e Celulose, usado em duas gramaturas, 70g/m2 e 80g/m2. Cia das Letras e Globo só usam ele. Existe também um Pólen bold, áspero, mas quase não tenho encontrado livros com ele. Ainda bem, acho o toque um pouco desagradável. Quanto maior a gramatura, mais opaco o papel, certo? Então, maior opacidade faz com que o que foi impresso do outro lado não apareça (muito), interferindo na leitura. Isso é importante em um livro. Mas será que só o peso define a opacidade? Mas isso é papo pra outro post.
A Record, suas editoras e selos, por exemplo – que usa no processo de fabricação do livros uma impressora chamada Cameron, que imprime, costura os cadernos, refila e encarta na capa, entregando-o pronto no final – coloca lá papel off-withe, sem mais informações. Qual a diferença dessa máquina? Livros normalmente são impressos em partes, miolo numa máquina, capa em outra, dobra, costura e refile em outra e colagem da capa em outra mais. A Cameron faz tudo. Mas é um investimento caro, então…
Mas, voltando aos papéis, tenho visto vários outros em intensidades diferentes de “amarelo”. Aos mais usuais Chambril, da Avena (70 ou 80g/m2) e Chamois Fine, da MD Papéis (70g/m2), se juntam o Avena natural 80g/m2, o Munken pure 100g/m2, o Norbrite, 66g/m2 e o Lux cream 70g/m2.
Isso quando se escolhe usar miolos não brancos, o papel branco ainda é a melhor solução para impressos em cor, pois o branco é o do papel, não há tinta branca envolvida na quadricromia. Nas capas, o Supremo 250g/m2, da Suzano, ainda parece reinar absoluto.
Há laminações novas (uma achei deliciosa, outra pavorosa) mas isso é papo pra outro post.

Written by José Antonio de Oliveira

maio 26, 2013 às 6:28 pm

Publicado em Impressão

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