Design e Fotografia

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Um pouco mais sobre essa confusão toda

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Já que falei sobre tipografia… amar tipos, como todo amor, não tem nada de racional, na minha modesta opinião. Você olha, algo desperta, você se apaixona. Diriam muitos que amor e paixão não são a mesma coisa. Não é sobre isso que eu estou escrevendo, se algum dia fizer um blog sobre outros assuntos, quem sabe, discuta essa e outras bobagens.

Se isso passa? Acho que não, depois de algumas décadas ainda não passou. Entretanto conhecer, entender e até passar a construir tipografias (sim, estou tentando cometer isso…) é extremamente racional, ao menos para minha mente, sempre tão analítica. Quanto mais eu estudo, desenvolvo, experimento, mais amo. Não é nada tão grave assim, é sereno até.

Tive – o que considero uma sorte – a felicidade de conviver um tempo, mesmo que curto, com o processo de composição e impressão tipográfica. É daquelas coisas que são mais claras em inglês que em português, pela simplicidade dos conceitos. O que chamávamos de tipografia, processo de composição e impressão de textos, em inglês chama-se typesseting para compor e letterpress, para impressão. Por essas terras aqui, ambos os processos quase não existem mais, em função do fluxo de trabalho ter se tornado digital, inviabilizando economicamente o processo, mas também fruto de uma certa cegueira comercial. Há, em pequena escala, em outros países, experiências de alta qualidade em impressão. No Brasil quase tudo virou metal derretido.

Tipografia também era sinônimo de gráfica, lugar onde se imprimiam livros, revistas, jornais. Em inglês, typography, é o processo de desenvolver (design, significando projetar, draw, significando desenhar) famílias de fontes. Aqui reside a concepção que me interessa, no momento.
Quando escolhemos uma fonte, partimos de critérios objetivos e subjetivos, relacionados aos que queremos ou imaginamos transmitir. Há muito mais do que vemos sendo processado em uma página impressa. Clareza, neutralidade, elegância, agilidade, precisão, encantamento, paixão, dor, alegria, raiva, sobriedade, o humano que há em nós. Fontes podem ajudar ou atrapalhar nisso.

Além disso existe o critério operacional, formatos diferentes de arquivos digitais, onde antes haviam peças de metal ou letras transferíveis. O mais antigo é o Type One (baseado na linguagem Post Script), da Adobe, que aparece na tela como uma grande letra A vermelha, que funciona nos computadores com Windows, mas não no OSX da Apple. Posteriormente foi criado o True Type, duas letras T, uma azul e a outra cinza, na tela, que funciona em ambos sistemas operacionais. Mas que por ter maior números de pontos nas curvas de sua construção (informação que só o computador “enxerga”), pode, ocasionalmente, apresentar problemas. Ok, depois eu explico essa história de pontos, curvas etc. melhor. E, finalmente, o mais moderno, versátil e complexo, OpenType, uma grande letra O, metade verde, metade preta. Todos esses formatos, como toda coisa digital, contém muito mais informações do que aquilo que vemos na tela. Mas isso é papo pra mais adiante.

Written by José Antonio de Oliveira

agosto 12, 2013 às 3:53 pm

Publicado em Uncategorized

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